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Carreira

Visual Thinking: o antídoto para a hiperconexão

Atualizado em 12 de Abril, 2018

Visual Thinking: o antídoto para a hiperconexão

Visual Thinking: o antídoto para a hiperconexão

Em tempos de excesso de informações, quando colocamos e estruturamos nossas ideias e pensamentos no papel, damos o primeiro passo para tornar real e concreta uma nova realidade: um projeto, um produto ou serviço, um desejo.

Pensar visualmente serve para ajudar as pessoas a pensarem de forma visual, trazendo para o papel todas suas ideias.

Essa é a missão de Mathias Jackobsen, criador do projeto Think Clearly, assim como o professor do nosso curso Visual Thinking, Lucas Alves.

Jackobsen e Lucas têm empoderado pessoas a se apropriarem da abordagem e a estruturarem suas ideias nesse complexo mundo que vivemos.

“Comecei a ajudar os outros – e também a mim mesmo – a encontrar os caminhos, expressar as ideias e a trabalhar em ambientes complexos utilizando ferramentas simples. Tanto em grupos quanto individualmente. O que era inicialmente uma forma de ajudar se tornou uma consultoria e uma forma de facilitação de processos”, disse Jackobsen.

A FORÇA DO VISUAL THINKING 

Para Lucas Alves, “nós vivemos em um mundo cada vez mais complexo. O volume de informação cresce exponencialmente. Somos bombardeados com escolhas, ideias e experiências. Todos querem a nossa atenção. E a abordagem do Visual Thinking utiliza apenas um papel e uma caneta – ferramentas simples e sem distração – além de uma mente focada são antídotos para esse mundo hiperconectado”, disse.

Isso porque, baseia-se na ideia central do “ágil” ou “iterativo” – você faz algo, olha, observa o que criou e ajusta, completa Lucas.

Você tenta desenhar algo em um pedaço de papel por alguns minutos. Não é perfeito.

Mas que você pode olhá-lo e compartilhar com outras pessoas.

Ideias podem evoluir e ganhar corpo.

Com um simples pedaço de papel e uma caneta.

Fundamentalmente, é assim como nós aprendemos.

Por isso abordagens como Ferramentas Ágeis e Design Thinking se apoiam no Visual Thinking, apesar de não o nomearem assim.

O VISUAL THINKING NÃO É APENAS DESENHAR ALGO

Para Jackobsen, “quando estamos aplicando o Visual Thinking, utilizamos esses dois espaços (texto + desenho) simultaneamente para gerar um significado. E qualquer um pode aprender esta técnica, mesmo sem saber desenhar”.

Palavras e símbolos são dispostos no papel porque possuem relação entre si.

Seja em cima ou abaixo do outro.

Próximos as laterais ou no centro.

Agrupados ou separados.

Todas essas relações proporcionam significados e contextos diferentes, indo além das palavras ou desenhos quando dispostos separadamente.

Isso importa porque nos permite processar e dispor da informação de forma não linear.

O que é valioso quando estamos trabalhando em um mundo complexo e repleto de padrões não lineares.

O paradigma a ser superado é que ainda acreditamos no fato que para resolver problemas complexos precisamos de ferramentas e soluções complicadas.

Porém, muitas vezes a solução pode ser encontrada exatamente ao simplificar a forma como abordamos o problema.

A grande questão do Visual Thinking é que por ser simples as pessoas têm dificuldade de confiar nele como uma ferramenta válida.

Não conseguem enxergar como podem aplicar o pensamento visual no seu dia a dia.