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Livro Mitos do Ambiente de Trabalho

Ian MacRae e Adrian Furnham

Em mitos do ambiente de trabalho: descubra por que quase tudo que você ouviu sobre ambiente de trabalho é mito em um estilo divertido e acessível. São inúmeras situações e atitudes que impactam a produtividade da equipe. Quer saber mais? Continue aí com a gente.

O que você vai aprender?

  • 12 mitos que podem fazer você repensar o ambiente de trabalho
  • Por que quase tudo que você ouviu sobre ambiente de trabalho
  • As inúmeras situações e atitudes que impactam a produtividade da equipe
  • Questões sobre diferenças de gênero, aposentadoria, conflito entre gerações, remuneração, motivação para o trabalho, relacionamentos afetivos entre colegas e muito maisNeste audiobook você vai ouvir uma resenha criada pela nossa equipe de conteúdo que é baseada na obra original disponível nas livrarias e plataformas digitais.

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Em mitos do ambiente de trabalho: descubra por que quase tudo que você ouviu sobre ambiente de trabalho é mito questiona muitas questões em um estilo divertido e acessível. São inúmeras situações e atitudes que impactam a produtividade da equipe. Quer saber mais? Continue aí com a gente. Mito 1 – Trabalhar em casa reduz a produtividade O trabalho está ficando cada vez mais flexível em relação a onde, como e quando é executado. A quantidade de pessoas que trabalham em casa e a frequência com que trabalham em casa são cada vez maiores. Algumas empresas até adotaram integralmente as práticas de trabalho flexível, em que os trabalhadores exercem controle total sobre a programação do trabalho. Muitos, inclusive, são avaliados com base somente na produtividade e nos resultados, independentemente das horas trabalhadas. Mas há ainda muita gente que tem dificuldade de trabalhar em casa por causa das diversas distrações. casa. Daí a dúvida: se os trabalhadores de fato são capazes de trabalhar em casa e até que ponto a casa é um ambiente de trabalho mais ou menos propício em termos de produtividade e resultados. Os trabalhadores que não ficam no escritório consomem menos recursos da empresa, ocupam menos espaço físico e não incorrem em muitas outras despesas relacionadas com a presença física. Também eliminam os custos de transporte casa-trabalho-casa. O engajamento e a satisfação dos trabalhadores também acarretam redução do turnover e dos custos associados ao estresse e a faltas por doença. Os trabalhadores que trabalham em casa tendem a ser mais saudáveis, a registrar menos faltas por doença, a relatar melhores hábitos alimentares e a alcançar equilíbrio trabalho-vida mais favorável. Tudo isso converte-se em trabalhadores mais leais à empresa, menos propensos a procurar outras oportunidades de trabalho, e, em consequência, em economizar o dinheiro da empresa. Muito ainda é preciso aprender, porém, sobre os efeitos do teletrabalho. Mas há um porém: nem todos são capazes de se automotivar e de trabalhar com independência em casa. Há os que precisam de supervisão e de encorajamento pelos gestores ou talvez apenas sejam mais produtivos no ambiente de trabalho tradicional. E há aqueles que gostam de interagir, trabalhar em equipe. Há muito ainda se pensar, antes entenda o que você se adapta melhor. Mito 2 - A melhor maneira de motivar as pessoas é pagar mais? O dinheiro tem pouca capacidade de motivar as pessoas e de torná-las mais felizes, além de certos níveis de renda e riqueza. O dinheiro é mais eficaz como ferramenta para atrair e reter talentos, mas, no ambiente de trabalho, os trabalhadores precisam ser motivados por muito mais do que apenas o contracheque. Este deve ser complementado pelos motivadores intrínsecos que impulsionam as pessoas a trabalhar com mais eficácia, em consequência do desfrute e do engajamento no trabalho. Fatores de motivação como autonomia, independência e inovação impulsionam as pessoas a serem mais produtivas e as levam a se sentir mais satisfeitas no trabalho. Mito 3 - Criar um ambiente de escritório no estilo Google tornará o pessoal mais inovador? Para os autores, a arquitetura dos locais de trabalho, a cultura dos ambientes de trabalho e as práticas de RH estão melhorando. O trabalho está ficando menos chato e mais divertido para muitas pessoas e tem contribuído para a felicidade dos trabalhadores, tornando-os mais engajados e mais produtivos. Nem todas as inovações, porém, são sempre positivas. Imitar certas práticas de empresas bem-sucedidas não é receita infalível para o sucesso. Algumas novidades divertidas, criativas e instigantes que se mostram eficazes em certas empresas nem sempre produzirão os mesmos resultados em outras empresas. Avalie as práticas de RH com senso crítico e baseie-se em evidências, não em casuísmos, nem em modismos, para fazer a melhor escolha. Mito 4 - As mídias sociais nunca devem ser usadas no trabalho Numa pesquisa de 2016, 77% dos mais de 2 mil trabalhadores americanos responderam que, apesar de muitas empresas serem contra o uso de mídias sociais, eles ainda as usavam. E, considerando que a próxima geração provavelmente usará as plataformas de mídias sociais como principal meio de comunicação, é importante para as organizações adotar integralmente as mídias sociais e explorar seus benefícios potenciais, como maior produtividade e mais oportunidades de ampliação do networking. As empresas mais relutantes podem extrair grandes benefícios dos softwares sociais internos, que minimizam os riscos do acesso dos trabalhadores às mídias sociais durante o horário de trabalho. Mito 5 - As mulheres não são tão competitivas quanto os homens As mulheres podem ser tão competitivas quanto os homens no local de trabalho, mas nem todas as pessoas são competitivas, não importa o gênero. As mulheres tendem a competir mais consigo mesmas, no esforço para se superar, do que com os pares no trabalho. As avaliações do desempenho devem medir as melhorias do desempenho individual, assim como o desempenho comparativo com o dos colegas. Mito 6 - As startups precisam de um tipo diferente de líder para serem bem-sucedidas? Os bons líderes apresentam as mesmas características em todos os setores de atividade e, por mais que mudem a tecnologia e a economia, as organizações sempre precisam de líderes fortes, estáveis e visionários que modelem e vivenciem a cultura organizacional. Em alguns setores, como o de empresas emergentes de alta tecnologia, alguns líderes parecem alcançar o sucesso com estilo, mas sem substância. No entanto, sem um modelo de negócios promissor e sem uma equipe de liderança eficaz e com substância, o negócio provavelmente estará fadado ao fracasso. Mito 7 - Colegas não devem formar pares românticos Os relacionamentos românticos continuarão a desabrochar entre colegas de trabalho, e as empresas não podem fazer nada a respeito. Normas draconianas geralmente são fontes de fofoca, rumores, maledicências, intrigas e difamações. As políticas empresariais não podem eliminar os envolvimentos amorosos no ambiente de trabalho. Iniciativas abertas e adultas podem reconhecer que os relacionamentos acontecem e definir os que são aceitáveis e os que são inadequados. Os empregadores não podem garantir que os casos amorosos sejam felizes, mas devem proibir expressamente aproximações sexuais que envolvam constrangimento, traçando uma linha nítida contra o assédio no ambiente de trabalho, deixando claro que aproveitar-se de superioridade ou ascendência funcional para obter vantagem ou favorecimento sexual é delito grave. Mito 8 - Os perfeccionistas são os melhores trabalhadores Ao ver alguém que parece perfeito, ou que fica irritado com o perfeccionista no trabalho, empatia talvez seja reação mais adequada do que inveja. Os perfeccionistas geralmente são movidos pelo medo de cometer erros ou de serem rejeitados. Esses sentimentos podem levar facilmente a um ciclo vicioso de objetivos irrealistas, inexecução dos objetivos, ansiedade ou depressão e redução da capacidade de alcançar os objetivos mais realistas. Daí se conclui que os perfeccionistas nem sempre são os melhores trabalhadores, como salienta o título do artigo de Neville (2013) na Forbes: “O perfeccionismo é inimigo de tudo”. O perfeccionismo pode ser bênção ou maldição. Não há nada de errado em adotar altos padrões, mas os padrões precisam ser realistas. Os perfeccionistas precisam de ajuda e apoio, como qualquer outra pessoa. Tudo bem em ser humano, mas não é possível ser super-humano. Não há nada de errado em fazer contribuições significativas para o sucesso da equipe, mesmo que não seja a contribuição mais importante. E quem cria a imagem de perfeição está longe de ser perfeito, na prática, sob todos os aspectos, não importa quanto e como se avaliem sob certos aspectos de sucesso. Mito 9 - Ouvir música durante o trabalho é distração Música é escolha altamente pessoal. Pode erguer o ânimo, peneirar distrações e melhorar o ambiente de trabalho. Pode melhorar o humor e a produtividade quando as escolhas são compatíveis com suas preferências e gostos. A música pode ser útil para focar a atenção e abafar as distrações durante a execução de uma tarefa mais difícil. Uma dica é escolher músicas animadas e ritmadas ao executar tarefas monótonas e repetitivas, e preferir músicas instrumentais melodiosas se o trabalho for mais complexo e exigir mais concentração. Mito 10 - Trabalhar mais é sinal de mais valor As jornadas longas por amor às longas jornadas são muito mais do que inúteis; são destrutivas, desmoralizantes, contraproducentes, e ainda por cima dificultam a identificação dos trabalhadores mais produtivos e valiosos. O prolongamento das horas de trabalho nem sempre é bom para todos, mas também não deve ser proibido. Quando o trabalho é prazeroso, engajado e significativo, as jornadas longas tendem a ser produtivas e valiosas, quando necessárias. Mas esses workaholics, ou trabalhadores compulsivos, são a exceção, não a regra. Mito 11 - Um computador fará o seu trabalho Embora seja relativamente fácil prever alguns ofícios em que os trabalhadores humanos serão substituídos por máquinas, há outros cujo destino parece imprevisível. Também pode ser difícil imaginar os novos postos de trabalho a serem criados pela tecnologia. Ofícios como gestores de mídias sociais, desenvolvedores de aplicativos, especialistas em computação na nuvem ou operadores de drones são relativamente recentes. Muitos dos novos postos de trabalho, porém, dependerão dos mesmos avanços na tecnologia e na inteligência artificial. Há um grande conteúdo de verdade na ideia de que a tecnologia pode substituir o trabalho humano. Muitos postos de trabalho por certo serão eliminados por robôs. No caso dos ofícios relativamente fáceis de automatizar, não se trata de mito; já quanto às funções que exigem inteligência criativa e competências socioemocionais, a inteligência artificial é uma ameaça muito remota. Mito 12 - Os escritórios de plano aberto são sempre a melhor opção Embora o escritório de plano aberto continue sendo o layout preferido em todo o planeta, sua eficácia é limitada. Nenhuma arquitetura de escritório é perfeita e os trade-offs sempre estarão presentes. Portanto, os tipos de trabalhadores e os tipos de empresas são considerações relevantes na escolha do projeto arquitetônico. Trabalhos como redação, finanças e outras disciplinas, que exigem concentração profunda, talvez devam descartar o layout de plano aberto em favor de alternativas mais tradicionais. *As versões em áudio e em texto de um mesmo livro podem passar por adaptações de um para o outro para melhor fluência auditiva e de leitura, sem alterar o sentido da obra.