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Liderança

Leia o resumo do livro “A coragem de ser imperfeito” e aprenda que a vulnerabilidade pode ser a sua maior força

Atualizado em 14 de Fevereiro, 2020

Leia o resumo do livro “A coragem de ser imperfeito” e aprenda que a vulnerabilidade pode ser a sua maior força

Leia o resumo do livro “A coragem de ser imperfeito” e aprenda que a vulnerabilidade pode ser a sua maior força

A psicóloga e oradora celebridade do TED Brené Brown lançou mais um livro destinado a se tornar best seller. Nele, a autora trata de assuntos que costumam ser evitados, como vulnerabilidade, medo, vergonha e imperfeição. Para quem não leu ainda, aí vai um resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”. 

Brown busca mostrar aos leitores que a vulnerabilidade não é uma fraqueza, mas sim a melhor definição de coragem. Quando fugimos de emoções complicadas, como o medo e a decepção, também nos fechamos ao amor, à aceitação e criatividade. Por isso, a autora propõe lidar com esses dois lados da moeda para se ter uma vida plena.

Já pensou em como as inseguranças podem ser a sua maior fonte de força? Este resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”, de Brené Brown, vai desafiar você a mudar a maneira como vive e se relaciona.

Ainda não conhece a autora? Então comece assistindo à sua palestra no TED, um dos vídeos de maior visualização da plataforma: 

Resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”: A cultura de não ser bom o bastante

A autora inicia o seu primeiro capítulo expondo uma opinião popular: o mundo está cada vez mais narcisista. Enquanto os leigos usam o termo “narcisismo” para diversas situações, desde uma atitude arrogante até uma grosseira, os pesquisadores têm analisado o conceito de todas as formas possíveis.

Alguns estudiosos analisaram as músicas que ficaram no topo das paradas nos últimos 30 anos e concluíram que:

  • Boa parte dessas canções têm uma tendência para o narcisismo e a hostilidade;
  • A diminuição expressiva do uso de “nós” e “nosso” e um aumento no uso de “eu” e “meu”;
  • Declínio das palavras relacionadas a solidariedade e emoções positivas;
  • Aumento das palavras relacionadas a ira e comportamentos antissociais, como “ódio” e “matar”.

Neste resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”, vemos que outros pesquisadores também argumentaram que a incidência de personalidade narcisista mais que dobrou nos Estados Unidos nos últimos 10 anos. 

Com uma sociedade cada vez mais egoísta, nossa primeira inclinação é a de curar quem atua dessa forma e o colocar em seu devido lugar. O que muita gente não compreende é que não se “cura” o narcisismo apontando defeitos e imperfeições — esse é inclusive um dos preceitos da comunicação não-violenta, uma habilidade que está ganhando muito reconhecimento atualmente.

O narcisismo pelas lentes da vulnerabilidade

Ao analisar o narcisismo pelo ponto de vista da vulnerabilidade, podemos enxergar esse comportamento como o medo da humilhação de ser alguém comum. Aquele receio de nunca se sentir bom o bastante para conquistar os seus objetivos, ser notado, amado ou aceito.

Quantas vezes você, inconscientemente, já pensou no que fazer para ter uma quantidade maior de curtidas no Facebook ou Instagram? O desejo de acreditar que o que estamos fazendo tem importância é facilmente confundido com o estímulo para sermos extraordinários.

O problema de nunca ser bom o bastante

Você já ouviu falar na escassez? No âmbito psicológico, a escassez é a sensação de nunca ser ou ter o bastante. Basta analisar como passamos parte dos nossos dias. É comum percebermos que estamos sempre reclamando ou nos preocupando com algo que não temos ou somos, em quantidade ou grau suficiente.

O que torna essa avaliação diária tão desoladora é que estamos sempre comparando a nossa vida (em todos os aspectos) com uma visão de perfeição inatingível propagada pela mídia. Também nos comparamos com a visão ficcional de quanto alguém próximo de nós já conquistou e até com a nostalgia do passado.

A escassez atua com três componentes: 

  1. vergonha; 
  2. comparação; 
  3. desmotivação. 

Neste resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”, trazemos também as perguntas que a autora elabora para identificar se algum desses três aspectos está presente e precisa ser trabalhado na sua vida. 

Ao ler a lista de perguntas para cada um desses componentes e tentar responder, tenha em mente todos os ambientes e sistemas sociais de que você faz parte, como escola, trabalho, família, grupo de amigos e etc.

1. Vergonha: 

  • O medo do ridículo e a depreciação são usados para manter as pessoas na linha? 
  • Apontar culpados é uma prática comum? 
  • O valor de alguém está ligado ao sucesso, produtividade ou obediência? 
  • Humilhações são frequentes? 
  • Perfeccionismo é uma realidade?

2. Comparação:

  • Há comparação e disputa o tempo todo? 
  • A criatividade tem sido sufocada? 
  • As pessoas são confinadas em padrões estreitos? 
  • Há um modo ideal de ser que serve de medida para todos?

3. Desmotivação

  • As pessoas têm medo de correr riscos e tentar coisas novas? 
  • É mais fácil ficar quieto do que compartilhar experiências? 
  • A impressão geral é de que ninguém está escutando? 
  • Todos estão se esforçando para serem vistos e ouvidos?

O oposto de viver em escassez não é cultivar o excesso. Os dois são os lados da mesma moeda. O oposto da escassez é o suficiente ou plenitude. Em essência, é a vulnerabilidade. Ou seja, enfrentar a incerteza, a exposição e os riscos emocionais com a certeza de que você é bom o bastante.

Esta parte da teoria de Brené Brown se relaciona com a teoria do antifrágil, do libanês Nassim Nicholas Taleb. Em seu livro, ele ensina como não sucumbir a cenários de grande pressão e, mais do que isso, conseguir prosperar em situações de caos. 

Para conseguir isso, é fundamental ter a compreensão que muitos aspectos das nossas vidas estão fora do nosso controle. Ou seja, somos vulneráveis. Diante disso, resta somente acolhermos essa vulnerabilidade e aprender a resiliência para lidar com os cenários que se apresentarem para conseguir prosperar.  

Resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”: Derrubando os mitos da vulnerabilidade

Mito 1 – Vulnerabilidade é fraqueza

Esse é o mito mais conhecido e aceito pela sociedade, assim como o mais perigoso. A vulnerabilidade não é algo bom ou ruim, ela é o centro de todas as emoções e sensações. Então, acreditar que a vulnerabilidade é fraqueza é a mesma coisa que acreditar que todos os sentimentos são fraquezas.

A nossa rejeição à vulnerabilidade vem muito da sua associação com sentimentos negativos, como medo, vergonha, tristeza e decepção. Contudo, ela também é berço de emoções e experiências que tanto almejamos. Quando estamos vulneráveis, o amor nasce, assim como a alegria, aceitação, coragem e empatia.

Se abrir para o amor é bastante incerto, não é mesmo? É se tornar vulnerável a quem se ama. Afinal, não temos nenhuma segurança de que vamos ser amados de volta. Mesmo assim, você consegue imaginar viver sem amar e ser amado? Esse é só um exemplo de como a vulnerabilidade pode ser positiva.

Mito 2 – Vulnerabilidade não é comigo

Mesmo se você optar por abrir mão de relacionamentos e se isolar do mundo, ainda assim estaria sujeito à vulnerabilidade. Experimentar ser vulnerável não é uma opção. A única escolha que temos é de como vamos reagir, assim que formos confrontados com a incerteza e exposição emocional.

Mito 3 – Vulnerabilidade é expor toda a minha vida

A vulnerabilidade baseia-se na reciprocidade e requer confiança e limites. É compartilhar nossos sentimentos e experiências com pessoas que conquistaram o direito de conhecê-los.

Mito 4 – Eu me garanto sozinho

Se garantir sozinho é algo bastante reverenciado em nossa sociedade. Porém, a jornada da vulnerabilidade não foi feita para ser percorrida sem companhia. Todo mundo precisa de apoio. Além disso, a coragem de enfrentar a vulnerabilidade encoraja aqueles que estão perto de você.

Essas são algumas lições fundamentais do best seller, e um resumo do livro “A coragem de ser imperfeito” não pode deixar de passar por elas. 

Compreendendo e combatendo a vergonha

Aprender a lidar com a vergonha é parte da vulnerabilidade. A boa notícia é que você não está sozinho. Todos nós sentimentos vergonha de alguma coisa e temos receio em falar sobre ela.

Mas tenha em mente que as pessoas que não são prisioneiras da vergonha normalmente são mais criativas, ousadas, comprometidas e dispostas a tentar de novo até dar certo. Não podemos abraçar a vulnerabilidade se a vergonha estiver sufocando a nossa valorização e conexão com a vida.

A autora define a vergonha como: um sentimento intensamente doloroso ou a experiência de acreditar que somos defeituosos e, portanto, indignos de amor e aceitação.

Descomplicando a vergonha

Você já parou para pensar na diferença entre vergonha e culpa? Pode parecer besteira, mas é fundamental entender qual a divergência entre estes dois sentimentos. Para ficar mais claro, vamos dar um exemplo:

  • Culpa: “eu fiz algo ruim”
  • Vergonha: “eu sou ruim”

Deu para perceber a diferença? Quando sentimos vergonha, estamos mais inclinados a nos proteger culpando algo ou alguém, tentando justificar o nosso erro. Quando nos desculpamos por alguma coisa ou reparamos um erro, a culpa — e não a vergonha — é geralmente a força propulsora para mudar o nosso comportamento.

Vivemos em um mundo em que boa parte da sociedade ainda é adepta da crença que a vergonha é uma boa forma de manter alguém na linha. Porém, esse sentimento está altamente ligado à vícios, bullying, agressão, depressão e distúrbios alimentares.

O que fazer com a vergonha?

A resposta é resiliência, que é a nossa capacidade de nos recuperar rapidamente de um revés ou de nos adaptarmos a uma mudança. A resiliência tem a ver com sair desse sentimento de vergonha, para o afeto da empatia.

Ao conseguirmos compartilhar nossa história com alguém que responda com solidariedade e compreensão, a vergonha perde a força. A autoaceitação também é um sentimento bastante importante nesse processo. A autora aponta quatro elementos da resiliência à vergonha.

  1. Reconhecer a vergonha e compreender seus mecanismos;
  2. Praticar a consciência crítica;
  3. Ser acessível;
  4. Falar da vergonha.

Geralmente, quando a vergonha se instala, ela ativa a parte do nosso cérebro que corre, se esconde ou luta bravamente. Essas estratégias nos levam para longe da empatia, pois são voltadas em apenas nos desligar da dor da vergonha.

Mas como lidar com a vergonha? Brené Brown descreve três movimentos.

  • Praticar a coragem e ficar acessível. Compartilhe a experiência com alguém que tenha conquistado o direito de ouvi-la.
  • Conversar consigo mesmo da maneira que faria com alguém que você ame e esteja tentando encorajar no meio de um desastre.
  • Assumir o que aconteceu.

Outro ponto importante de ressaltar neste resumo do livro “A coragem de ser imperfeito” é que a vergonha também se alimenta do segredo. O professor James Pennebaker, da Universidade do Texas, concluiu a partir de um estudo que não revelar o acontecimento traumático pode ser mais prejudicial do que o próprio acontecimento.

Se você está curtindo este resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”, vai gostar de conhecer também nossa coleção de microbooks, com resumos de outros best sellers: 

Trabalhando as mudanças e fechando a fronteira da falta de motivação

Estamos vivendo de acordo com aquilo que pregamos? Para desenvolver uma estratégia de transformação coerente e eficaz, é essencial confrontar nossas virtudes desejadas com as praticadas — ou seja, como nós realmente vivemos, sentimos, pensamos e agimos.

A fronteira da falta de motivação

A falta de motivação é um problema comum em diversos ambientes. É comum nos desligarmos e deixarmos de nos envolver com alguma coisa para proteger nossa vulnerabilidade.

A distância entre as virtudes praticadas e as desejadas é chamada de “lacuna de valores”. A expectativa de valores que não se pode alcançar é uma das razões para a desmotivação.

Ousadia para reumanizar a educação e o trabalho

Nós já comentamos que um dos obstáculos para a criatividade e inovação é a vergonha. Aquele medo e angústia de ter a ideia humilhada na frente de todos os colegas. Para recuperar a criatividade, a inovação e o aprendizado, os líderes precisam se comprometer a reumanizar a educação e o trabalho. Mas o que isso significa?

Significa que é preciso entender como o padrão de escassez está afetando a maneira como trabalhamos e lideramos. Além disso, é necessário abraçar a vulnerabilidade e reconhecer e enfrentar a vergonha.

Reconhecendo e combatendo a vergonha

Vergonha produz medo, diminui a nossa tolerância à vulnerabilidade, e atrofia a criatividade, motivação, inovação, produtividade e confiança. Geralmente, este sentimento é algo mais velado. Por isso, Brené Brown demonstra alguns sinais de que a vergonha já impregnou na cultura da empresa ou escola. São eles: culpa, fofocas, favoritismo, apelidos pejorativos e assédio.

Quando vemos que a vergonha está sendo tratada como uma ferramenta de controle e gerenciamento, é preciso tomar providências para acabar com esta atitude.

Diminuir a lacuna de valores com feedback de qualidade

Sem feedback não há mudança transformadora. Quando não conversamos com nossos liderados sobre seus pontos fortes e oportunidades de crescimento, eles começam a questionar as suas contribuições.

Todos os pontos tratados neste resumo do livro “A coragem de ser imperfeito” estão relacionados à inteligência relacional, ou à capacidade de autoconhecimento que torna você um líder mais capaz e mais empático para lidar com colegas e subordinados. Essa é uma das habilidades mais procuradas em profissionais por empresas de vários setores. 

Criando filhos plenos

Quem não gostaria de ter um manual de instruções sobre como criar os nosso filhos, não é mesmo? Se a criação dos pequenos já é difícil, imagine na cultura da escassez. Por isso, precisamos ajudar nossos filhos a entender, potencializar e aproveitar sua estrutura emocional. Lhes ensinar a combater as insistentes mensagens da sociedade que dizem que eles nunca serão bons o suficiente.

A vulnerabilidade está no centro da história familiar. É ela quem molda quem somos e quem nossos filhos são. Em outras palavras, para as nossas crianças se amarem e se aceitarem como são é preciso que a gente também se aceite e se ame como somos.

Como pais, é a nossa função ajudar os pequenos a enfrentar a vergonha e desenvolver a dignidade. Só vale ficar atento aos pré-requisitos que conscientemente, ou não, estamos transmitido a eles. Também é importante combater a sensação de perfeccionismo nas crianças e adolescentes.

Na verdade, coloque em prática na criação tudo aquilo que você já aprendeu até agora. E não se esqueça da importância de ensinar a resiliência, auto aceitação e de como diminuir a lacuna de valores. 

Essa é uma das partes mais relevantes do resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”, pois é quando a autora projeta as suas teorias para o futuro das próximas gerações. É a grande herança que podemos deixar para o mundo, de acordo com a teoria desenvolvida por Brené Brown.

Acreditar na revelação

Todo este livro de Brown é fundamentado em diversas pesquisas que a autora realizou ao longo dos anos.

A jornada da pesquisa

Em seu doutorado, a autora se apaixonou pela riqueza e profundidade da pesquisa qualitativa. Entre sua metodologia preferida está a teoria fundamentada de dados. Nela, a pesquisadora desenvolve teorias baseadas em experiências ao invés de comprovar ou desmentir teorias já existentes.

Em seu estudo sobre a vergonha e vulnerabilidade, Brown entrevistou 750 pessoas do sexo feminino e 530 do sexo masculino. Ou seja, tudo aquilo que é descrito em seu livro tem como base as respostas de mais de 1200 entrevistas realizadas.

Mesmo depois de ler este completo resumo do livro “A coragem de ser imperfeito”, abrir-se para a vulnerabilidade não é uma tarefa fácil. Muitas pessoas precisam de uma mãozinha para alinhar a teoria com a prática. 

O nosso curso online de Coragem pode ser a ajuda de que você precisa para conseguir acolher o sentimento de vergonha e encarar a vida com mais protagonismo, aceitando a sua vulnerabilidade. A formação é composta por 26 videoaulas, nas quais você vai tratar os seguintes temas: 

  • Coragem: força da inovação e competência vital do Séc. XXI
  • O que é Coragem, afinal?
  • Coragem: pra quê? E se eu não tiver?
  • Coragem de Ser: o valor da originalidade
  • O Poder da Vulnerabilidade
  • Coragem de Dizer Não
  • Conformismo social
  • Conhece-te a ti mesmo
  • Torna-te quem tu és
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