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Comunicação

Hacks de Elon Musk e os maiores líderes da história para prender a atenção do público

Atualizado em 8 de agosto, 2019

Hacks de Elon Musk e os maiores líderes da história para prender a atenção do público

Hacks de Elon Musk e os maiores líderes da história para prender a atenção do público

“Quero contar-lhe três histórias da minha vida. Não é grande coisa. Apenas três histórias.” Foi assim que Steve Jobs começou seu famoso discurso na Universidade de Stanford.

Quase todos que o ouviram têm duas coisas em comum: foram inspirados e lembrarão disso por muito tempo.

Mas a realidade muitas vezes é diferente. Rangido e murmúrios, expressões entediadas e smartphones depois de apenas alguns minutos são apenas alguns possíveis indícios de que a atenção e o interesse na apresentação são perdidos.

Como Steve Jobs e muitos outros oradores de sucesso mostraram, as soluções de oratória e Storytelling fazem parte de um kit de ferramentas bem abastecido para manter qualquer discurso na mente das pessoas por mais tempo.

Elon Musk é outro grande contador de histórias. E como ele consegue chamar a atenção das pessoas durante seus discursos desde o início?

Quebrando o molde

“Muito obrigado pelo convite … Meu nome é … e hoje eu quero falar com você sobre …” Vinte segundos valiosos em que o público recebe exatamente a mesma coisa que ouve de todos os outros oradores. Tudo menos um aperitivo que provoca curiosidade.

A chave para a atenção é surpresa. Surpresa significa coisas que se libertam de padrões aprendidos previsíveis – como o discurso padrão. Ao pular direto para a história, por exemplo, você já tem uma vantagem sobre muitos oradores. Mas com que tipo de história?

Algo engraçado da sua vida: Toda história começa com a introdução de um protagonista que nos conecta ao conto. O sucesso de contar uma história na primeira pessoa foi comprovado muitas vezes, estabelecendo uma conexão direta e pessoal com o que se seguirá nos próximos minutos. Histórias pessoais são únicas, evitam clichês e são uma fonte de surpresa.

Mesmo para um grande especialista, especialista ou autoridade – o que podemos falar de forma mais convincente e o que nos torna especialmente autênticos como palestrantes – são nossas próprias experiências e memórias. Particularmente no início, quando você também precisa estabelecer uma conexão emocional com o público e “aquecer” como palestrante, as histórias pessoais são ferramentas valiosas.

Um olho para detalhes: Para continuar a atrair o público enquanto o discurso continua, fazendo com que pensem e se sintam bem, você deve criar as imagens mais detalhadas possíveis em suas mentes. Em vez de uma árvore, você pode ser mais específico e falar sobre uma árvore curvada sob o peso de seus limões suculentos e amarelos brilhantes.

Quanto mais sentidos estiverem engajados, mais profunda será a imagem, porque os sentidos do olfato, paladar, tato e assim por diante são ativados no cérebro, mesmo que você fale apenas dessas características diferentes.

Detalhes e fatos históricos: Mesmo ao relacionar fatos concretos, os falantes podem se sair melhor quando incluem mais detalhes. Por exemplo, se você disser “em 10 de outubro de 2012” em vez de “alguns anos atrás”, criará mais autenticidade. Esta informação também leva muitos ouvintes individuais na audiência a experimentar qualquer uma das suas próprias associações que possam ter com esta data, para que as suas memórias sejam então conectadas com as informações no discurso.

Contar histórias supera a pregação: Muitos oradores infelizmente continuam a usar seus discursos para palestrar. Eles listam o que deve ser feito e o que não deve ser feito. Claro, eles foram convidados como especialistas para compartilhar essas ideias com seu público não esclarecido. Palestrantes de sucesso colocam seu público em pé de igualdade, inspiram mensagens positivas e contam em vez de ensinar.

Contar histórias é uma maneira importante de conectar o conteúdo às emoções e animar os ouvintes.

4 hacks usados por alguns dos maiores líderes da história

Repetição, por Martin Luther King

A repetição, combinada com a ênfase, deixa aquela que deverá ser a grande marca do discurso, a sua mensagem central. No caso de Obama, o uso repetido de “Eu acredito” no início de frases, transformou essa mensagem no slogan de sua primeira campanha presidencial.

Já Martin Luther King é comumente lembrado pelo “Eu tenho um sonho” que ele usou repetidamente no famoso discurso de 1963 no Lincoln Center. Mas essa foi uma marca registrada sua utilizada em vários discursos, como nesse abaixo, que acabou sendo ainda mais célebre por ter sido seu último: “Eu estive no topo da montanha”.

E naquela época não se usava teleprompter, o que obrigava o bom orador a praticar intensamente seu texto. Mas mesmo com tantas tecnologias, vejam só, justamente um dos grandes papas da tecnologia, Steve Jobs, rejeitava o teleprompter.

Pausa, por Nelson Mandela

A pausa em um discurso tem a função principal de ditar o ritmo da fala, de forma que você possa intercalar frases curtas e longas e manter a audiência interessada.

Além de ajudá-lo a respirar e planejar melhor suas frases, a pausa possibilita que sua audiência respire e assimile melhor cada mensagem.

Por isso, não a tema. Três segundos de pausa nunca farão parecer que você teve um “branco”. Até porque sua audiência também está processando seu próprio diálogo interno.

Observe como Nelson Mandela, em seu discurso de posse presidencial, aplica bem as pausas, não só entre as frases, mas dentro de cada frase, especialmente quando elenca adjetivos como em “…a construção de uma paz completa, justa e duradoura.”

O uso de três adjetivos também não é um acaso. Jobs e Obama também gostam de associar ideias em grupos de três, por ser um número poderoso e fácil de ser lembrado. E por falar em Obama…

Ênfase, por Barack Obama

A ênfase tema função de realçar palavras-chave, buscando trazer um sentido e deixar uma marca na mente de quem nos ouve.

Mas no caso de Barack Obama, o termo “ênfase” ganha um sentido mais amplo, como poderemos perceber no discurso histórico da convenção democrata de 2004, quando o mundo passou a conhecer aquele senador que viria a ser o primeiro presidente norte-americano negro dali a 4 anos,
Obama enfatiza histórias pessoais que se conectam com as pessoas.

Enfatiza palavras concretas, que evocam imagens, que nos trazem personagens: o pai, a criança, o idoso. Fala de pessoas e as situa dentro do contexto mais amplo, de País.

Nesse discurso ele lançou as bases de um estilo que ficou marcado em todos os seus outros discursos, mas que também bebe na fonte de outro grande orador, Martin Luther King, especialmente quando vemos sendo usada a técnica da repetição.

Treino, por Steve Jobs

Só com treino o apresentador consegue estar com a história na cabeça e, logo, seguro e com confiança diante da audiência. Sabendo disso, Jobs ensaiava por cera de 8 horas antes de cada uma de suas inesquecíveis apresentações de produtos.

Jobs poderia, inclusive, ter dado algumas dicas a Michael Bay, o diretor de cinema que “apagou” junto com o teleprompter em um lançamento de uma TV da Samsung . Não treinou, confiou excessivamente na tecnologia, se perdeu e ainda tentou se explicar depois.

O treino, para Jobs, visava lapidar, além de sua performance, o próprio roteiro de seu discurso, que ele aprimorava palavra a palavra, com o mesmo rigor que aplicava ao desenvolvimento dos produtos da Apple.

O resultado pode ser conferido nessa célebre apresentação do iPad, em que cada pausa, ênfase e repetição, é pensada.

Mesmo quando Jobs erra, o que acontece logo no início (0:35), sua segurança é tão grande que isso não o abala e ele contorna o erro sem problema. Para muita gente, passou despercebido.