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Comunicação

Comunicação empática – O que é e como ela pode beneficiar suas relações

Atualizado em 30 de Janeiro, 2020

Comunicação empática – O que é e como ela pode beneficiar suas relações

Comunicação empática – O que é e como ela pode beneficiar suas relações

Vivemos em um mundo com tantas dificuldade de comunicação entre as pessoas, que atualmente podemos classificar este como um dos principais desafios da atualidade. 

Prova disso, é que uma pesquisa realizada pela revista britânica The Economist identificou as falhas de comunicação como as principais responsáveis por problemas de produtividades e para saúde de colaboradores em uma empresa.

Ainda segundo a pesquisa, 52% das pessoas que foram entrevistadas identificaram que os problemas de comunicação contribuíram para o estresse e para o desânimo em 31%. A falta de comunicação também já causou atrasos e falhas na conclusão de projetos em 44% dos entrevistados.

Depois destes dados você ainda tem dúvidas de que a comunicação é uma habilidade fundamental para as suas relações, sejam elas pessoais ou profissionais? 

E justamente por esta não ser uma competência tão simples de desenvolver, que no post de hoje vamos falar sobre a comunicação empática, uma poderosa ferramenta desenvolvida por Marshall Rosenberg, que também é conhecida como comunicação não-violenta (CNV).

Confira também: Comunicação não-violenta nos relacionamentos: o desafio de comunicar.

O que é comunicação empática?

A palavra “empatia” vem do grego empatheia (sensação interior) e refere-se à capacidade de ver o mundo através dos olhos de outra pessoa. Quem é empático pode entender o mundo interior do outro levando em consideração seus pensamentos, sentimento e emoções, mas sem torná-los seus.

Sendo assim, a comunicação empática é a forma de comunicação tem como premissa fundamental a empatia. Ela nos ajuda a entender e expressar nossos sentimentos e necessidades de maneira autêntica, ao mesmo tempo que também desenvolve que também propõe a escuta empática dos sentimentos e necessidades dos outros.

Como acontece acontece a comunicação ativa

Para que que a comunicação empática aconteça dois princípios fundamentais: a escuta e o entendimento ativo:

1 – Escuta ativa para a comunicação empática

Para estabelecer uma relação de confiança com o interlocutor e garantir que ele esteja realmente aberto ao diálogo, é necessário mostrar a capacidade de ouvir. Isso não significa que durante uma conversa você deve ficar mudo e sem fazer interrupções, mas sim interagir de forma proativa, tentando entender o ponto de vista da outra pessoa e respeitando sua visão pessoal sem julgamentos de valor.

Atitudes como uma escuta investigadora com foco em apontar problemas na narrativa, imposição de soluções com base em experiência pessoais, frases de consolo generalistas que pouco tem relação com a história contada são exemplos de uma escuta não ativa, que contribuem para conflitos e bloqueios de comunicação.

2 – Entendimento ativo na comunicação empática

O entendimento ativo sugere que ao tentar compreender um interlocutor, você leve em consideração a assimilação dos fatos de forma intelectual, ou seja, se concentrando na maneira como os eventos ocorreram, mas também fazer o entendimento empático, ou seja, os aspectos emocionais da narrativa e como estes impactam no humor deste interlocutor.

E para colocar em prática este dois formatos de entendimento, três pilares devem ser levados em consideração para garantir que a comunicação empática aconteça:

  • Transparência: os interlocutores devem estabelecer um formato transparente de comunicação, sem precisar esconder as reações emocionais. Um pode discordar do outro de forma aberta, mas mentir bloqueia a comunicação.
  • Autocontrole: não confunda as suas reações com as da outra pessoa, nem imponha suas necessidades, afinal nem sempre um interlocutor está em busca de conselhos.
  • Aceitação incondicional: evite julgar o comportamento dos outros e foque no que eles sentem.

Saiba mais sobre Inteligência Emocional, com Daniel Goleman.

Num primeiro momento a comunicação empática parece ser muito fácil de ser colocada em prática, mas a verdade é que ela é um exercício complexo que nos obriga a refletir constantemente sobre como ser mais empático para garantir a qualidade da comunicação.

E se você se interessou pelo assunto e quer saber inserir a comunicação empática no seu dia a dia, então confira a seguir o passo a passo sugerido pelo Dr. Rosenberg.

Como desenvolver a comunicação empática

1 – Observe o contexto – antes de fazer qualquer comentário, observe todo contexto em que a comunicação está acontecendo. Lembre-se de cada pessoa tem um ponto de vista e uma maneira de enxergar as coisas, por isso, nunca julgue duas situações de uma mesma maneira. Na comunicação empática, seu desafio é aprender a lidar com com essas diferenças!

2 – Identifique seus sentimentos – este é um ponto chave no processo de comunicação empática. Todas as situações ou eventos geram um sentimento, seja ele alegria, tristeza ou preocupação, por exemplo. Aprenda a reconhecer e nomear esses sentimentos, pois isso permite que você esclareça sua percepção das coisas e dê uma opinião ou faça um comentário de forma mais assertiva.

3 – Identifique suas necessidades – depois de identificar e nomear seus sentimentos, você deve ajustá-los às suas necessidades, ou seja, se o que você deseja transmitir é uma ordem, um parabéns ou mesmo uma reclamação. Assim, você pode transmitir a mensagem certa, da maneira mais apropriada.

4 – Transmitir a mensagem de maneira apropriada – Depois de ter este momento de introspecção, este é o momento em que você deve comunicar a mensagem com empatia. Ao ter clareza sobre sua necessidade e o que deseja transmitir, encontre a hora e o local certos para comunicar o que deseja dizer e lembre-se de nunca julgar antecipadamente. Comunique-se com respeito e sem atacar.

Assista também ao TEDx Talks da profissional de desenvolvimento humano e Comunicação Não Violenta, Carolina Nalon sobre o assunto:

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