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Carreira

Como é que é!? 4 atitudes infalíveis para arruinar sua carreira profissional

Publicado em 23 de Janeiro, 2018

Como é que é!? 4 atitudes infalíveis para arruinar sua carreira profissional

Como é que é!? 4 atitudes infalíveis para arruinar sua carreira profissional

Por Rodrigo Giaffredo, Agile Transformation Leader na IBM América Latina
Professor do curso online Ferramentas Ágeis: Acelerando a Transformação Digital

Você deve estar pensando agora mesmo “caraca Giaffredo, que é isso mano? Que título é esse?”

Pois é, decidi usar a anti-intuição e a lógica reversa pra trazer à tona esse assunto, porque tenho visto muito vacilo de geral na gestão da própria carreira.

Cara, na real, a carreira é sua, e portanto a gestão é sua. Sempre vai ter alguém tentando te convencer a ter calma, a considerar uma porrada de fatores sobre os quais você não tem gestão, vão te encher de esperança sempre que possível, tudo no sentido de te fazer acreditar que a sua carreira é gestão de terceiros.

As oportunidades de carreira eu concordo, dependem de uma conjunção de fatores.

Mas a gestão e as decisões, cê vai me desculpar, estão todas na tua conta.

Isto posto, pensa comigo se vira e mexe você não cai numa dessas 4 pegadinhas que eu vou te descrever agora.

Vou dar uma esculachada mesmo, vou expor com analogias extremas e pesadas, porque quando é assim, subliminarmente, a gente tende a encarar os fatos de maneira mais honesta, de peito aberto mesmo.

VACILO 1 – DESENCANAR

Sabe o conto da mitologia grega que fala do “Jarro de Pandora”? Aquele potão que continha todos os males do mundo?

Daí a Pandora dá uma bobeada e derrama quase todos eles em cima da gente, menos a esperança? Pois é, pensa comigo… a esperança tava lá entre os males, e portanto leva a gente a refletir que talvez ela seja usada pro mal há muito tempo (tipo, mitologia grega, milhares de anos atrás).

Tipo aquela galera que fica te prometendo coisas o tempo todo, e as tais coisas nunca chegam?

Sabe cada vez que você vai falar sobre a promessa anterior, e a pessoa te dá aquela sabonetada e te propõe um “novo desafio”, esse sim “ratificador” da sua evolução?

Daí você chega lá e pimba! Descobre que tem uma certificação X que você tem que ter, sabe como é né, o mercado é dinâmico… então, a galera enche você de esperança, você rala que nem um maluco, mas no final, quem se dá bem é sempre alguém que não é você.

Nessas horas, vale refletir sobre aquela perguntinha básica “que raios eu estou fazendo com a minha vida profissional, será que meu lugar é aqui mesmo?”

Mas não pode desencanar, nem ferrando. Porque se você desencanar, a esperança te engole, e você perde o controle sobre a tua carreira. E esse é o segundo vacilo.

VACILO 2 – DELEGAR

Pra você ver que o rolê não é novo, vou citar mais uma pedrada das antigas, que a gente desconhece mas não devia. Um carinha aí, tal de Cícero (monstrão do império Romano de 2,2 mil anos atrás), disse que “ninguém tem a obrigação de obedecer aquele que não tem o direito de mandar”.

Bora lá, lógica binária.

Sendo a carreira responsabilidade e gestão tua, por que raios você vai permitir que outras pessoas decidam o caminho que você deveria seguir, induzindo você a aprender o que não quer, fazer o que não gosta, dar o sangue por coisas em que não acredita, e defender ideias com as quais não concorda?

Quando você se submete a permanecer num lugar onde é isso que acontece contigo o tempo todo, tá errado demais.

Lógico que de vez em quando vai rolar uma ou outra parada que te contraria, afinal é meio difícil encontrar um local de trabalho parecido com o “Fantástico Mundo de Bob”. Mas cara, o tempo todo?

Pensa bem… é fundamental saber pra onde você quer ir, o que você quer ser, porque senão pode ter certeza que alguém vai fazer isso por você. O que não falta é gente pra dar palpite sobre o que você deveria fazer com a sua vida profissional, pra que na verdade a vida profissional do palpiteiro seja beneficiada, e não a sua.

E sabe qual é o grande risco nisso tudo?

Você entrar no automático e começar a fazer as coisas “só porque é assim mesmo, afinal a vida é dura”. Mas daí a gente já tá entrando no terceiro vacilo.

VACILO 3 – ESFRIAR

Sem novidades pra você não achar que a relação “energia investida vs resultado obtido” é hot topic de guru do séc. XXI… um tiozinho que eu admiro demais, chamado Aristóteles, mandou assim uns 3 mil anos atrás: “paixão na tarefa coloca perfeição no trabalho”.

E obviamente, o contrário também vale. Quando a gente deixa a paixão pelo que faz esfriar, ou quando a gente não encontra paixão no que faz, é um baita sinal de que tem algo muito errado, e que é só uma questão de tempo até que a gente destrua completamente nossos sonhos em relação à vida profissional, abrindo espaço fatal pra que alguém perceba isso e invista em te influenciar, amedrontar ou coagir, pra que você passe uma vida inteira trabalhando pra pagar contas, ou pra se sentir útil.

Sério, não precisa ser assim. Passar uma vida inteira trabalhando pra pagar contas não é vida pra ninguém. A gente sabe que tem muita gente vivendo assim, não dá pra culpar geral por isso porque tem muita coisa não gerenciável que contribui pra esse cenário, sem contar no massacre psicológico diário que enche a gente de medo, de tudo.

Mas a provocação aqui é “o que é pior: passar a vida inteira trabalhando pra pagar contas, porque não tem certeza se dá pra ser diferente, ou arriscar pelo menos uma vez na vida buscar fazer aquilo pelo que é apaixonado, e ver no que dá?”

Dúvida por dúvida, eu fico com a opção 2. E você? Tem curiosidade e vontade de arriscar? Opa, péra, esse já é caldo pro quarto vacilo.

VACILO 4- ARREGAR

O golpe final, de misericórdia mesmo, aquele que vem pra te apagar de vez, é quando você perde a vontade de ser quem, e fazer o que, sempre quis. Aí ferrou.

De novo apelo pra um conhecimento antigo, estoico pra falar a real, do começo da nossa era. O Epíteto propôs que só há um caminho pra felicidade, que é “renunciar às coisas que não dependem da nossa vontade”.

Ou seja, quando a gente inverte o pensamento, percebe que ser feliz é, entre outras coisas, dedicar-se somente (ou o máximo de tempo possível) àquilo que a gente tem vontade.

E pensando no dia a dia de trabalho, quando você sai da cama de manhã sem um pingo de vontade de ir pro trampo, olha aí, sinal de alerta total.

Sendo a vontade aquilo que move a gente, quando ela vai embora, a gente entra no automático, que é o pior modo pra se viver que existe na face da terra. Deve ser evitado a todo custo mesmo, porque viver sem vontade “zumbiniza” a gente. Apaga nosso brilho e tira nossa energia.

Esquema sinistro e fatal, fuja dele a todo custo.

É isso aí galera. Bit ligado, energia renovada, bora evitar esses vacilos e arrebentar de fazer coisa boa nesse mundão!

Por Rodrigo Giaffredo, Agile Transformation Leader na IBM América Latina
Professor do curso online Ferramentas Ágeis: Acelerando a Transformação Digital