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Carreira

Chegou a hora de você se reinventar como profissional?

Atualizado em 2 de Abril, 2018

Chegou a hora de você se reinventar como profissional?

Chegou a hora de você se reinventar como profissional?

Rodrigo Giaffredo
Professor do Ferramentas Ágeis: Acelerando a Transformação Digital
Agile Transformation Leader | IBM
Veja mais no canal “Inovação Possível” do YouTube

 

Ninguém derruba um profissional focado, mesmo que ele esteja desempregado. Estar desempregado, como o nome já diz, é um estado. E estados são temporários, transitórios.

Ninguém “é” um desempregado, mas alguém eventualmente pode estar desempregado. E olha só, o mesmo raciocínio serve para o empregado.

E para o empresário, o empreendedor, ou pra aquele que tá só dando um tempo. Neste sentido, tudo é um estado, ou deveria ser encarado como um estado.

Só não pode deixar esse “estado” tirar o seu foco.

Porque gente focada é difícil de atingir, seja qual for a “pedrada”.

Mas se você está distraído, você está disponível.

Me explico:

Antes de decidir começar a trabalhar, nosso mundo costumava ser um lugar silencioso. A gente tinha muito menos opções de entretenimento, muito menos pressão por padrões.

A gente tinha menos dessa coisa de ser multi em tudo, de se atualizar sobre tudo e de ser o bam-bam-bam de tudo que é novo. A gente focava, e ia.

Daí você cresce, resolve trabalhar, e de repente agora todo dia aparece uma coisa nova pra gente “ser”. Todo dia uma novidade pra gente aprender. Toda hora tem gente pedindo pra gente ser especialista nisso, naquilo.

Ter conhecimento naquilo outro. Conhecer profundamente os assuntos X, P, T e O. A gente tem que saber de tudo, falar de tudo, surfar a crista de todas as ondas, e mandar as manobras mais sinistras em seja lá qual for o “esporte corporativo” do momento.

Você tem que ser empreendedor, antenado, graduado, pós-graduado, pós-pós-graduado, dinâmico, resiliente, técnico, não-técnico, resistente, comunicativo, introspectivo, assertivo, comprometido, criativo, imaginativo, pragmático, engajado, desapegado, viajado, localizado, poliglota, polivalente, e mais um monte de coisas. Tudo ao mesmo tempo, o tempo todo. Sempre.

É tanta coisa que você tem que ser, que você acaba se esquecendo de ser quem você é.

Você acaba esquecendo que o que você é, de fato, é o seu único diferencial.

Não me entende mal, por favor. Conhecer diversos paranauês é um negócio dahora, isso é ponto pacífico. Mas qual a motivação que você tem pra adquirir esse conhecimento todo? Você já se fez essa pergunta? É uma parada latente, que te incomoda e te move, ou é só “ceder às exigências do mercado senão você vai ficar de fora?”

Cara, quando a motivação não existe, esse lance te distrai de uma forma que faz a tua cabeça girar sem parar, ao ponto de você perder a sua identidade, ao ponto de você ficar irreconhecível.

Isso se torna um lance tóxico demais. Querer ser parte de tudo, e querer que tudo seja parte de você, é um esforço Dantesco que pode na verdade, fazer com que você se descaracterize completamente.

A gente vive numa era de múltiplos estímulos. E alguns deles servem na verdade pra desviar a tua atenção pra aquilo que é conveniente, te fazendo esquecer dos teus sonhos, dos teus objetivos pessoais, dos teus planos, enfim, de você.

E as empresas percebem quando te falta brilho no olhar. E por mais paradoxal que pareça, isso pode prejudicar o relacionamento entre você e elas.

Quando você abandona a sua essência, e renega aquilo que te move, você perde sua capacidade de atração. E olha só, todo relacionamento envolve atração mútua, inclusive o relacionamento “profissional & empresa”.

No final das contas, a gente percebe que se ao invés de se apavorar ou de simplesmente ceder à toda essa pressão, a gente antes se calasse por um momento, e refizesse as perguntas que a gente se fazia lá no comecinho, quando decidiu partir prum determinado mercado, ou pruma carreira qualquer… e arrebentasse com todo esse cenário que se formou pra tirar o nosso foco e decidisse se reinventar, ou voltar ao nosso estado original, sei lá…

Talvez no final, depois de ter desconstruído tudo, a gente acabasse colocando tudo de volta no seu devido lugar.


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