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Carreira

RESILIÊNCIA: COMO ENFRENTAR SITUAÇÕES EXTRAORDINÁRIAS EM SUA VIDA PROFISSIONAL?

Atualizado em 28 de novembro, 2019

Muito se fala em como ser resiliente no trabalho e na vida pessoal, por isso, no post hoje vamos falar sobre este termo super mencionado nos dias atuais: a resiliência! Esta palavra que deriva do latim resilientia, do verbo resilio, significa “saltar para trás”, recuperar-se, voltar ao “normal”.

Mas o termo tem sua origem na física, a resiliência é propriedade de corpos elásticos, que se deformam na aplicação de força, absorvem energia e, quando cessa a força aplicada, retornam à forma original usando a energia armazenada. Quando a força é excessiva, a deformação é permanente: o corpo deixa de ser elástico e se torna plástico.

Mas como esta resiliente esta inserida no nosso dia a dia? Como ser mais resiliente? Para responder estas perguntas e abordar todos os detalhes deste assunto fomos buscar inspiração e algumas respostas no livro Resiliência: competência para enfrentar situações extraordiárias em sua vida profissional, do Paulo Yazigi Sabbag.

Vamos explicar o porque esse termo ganhou tanta relevância, como você pode enfrentar seus problemas com mais resiliência, como ser resiliente no trabalho e na sua pessoal e muito mais. E para começar a falar do assunto, assim como neste livro sobre resiliência, usemos Charles Chaplin como exemplo.

Mas o que Charles Chaplin tem a ver com isso?

Ainda que sejamos equipados para viver bem, não nascemos sabendo como fazê-lo.

Um bom exemplo é Charles Chaplin: abandonado pela mãe, passando pelas ruas e encarando a pobreza de frente, tempos depois se tornou o comediante mais famoso do mundo em sua época.

E sabe o que este exemplo tem a ver como resiliência? Simples, ele nos ajuda a entender perfeitamente o significado da palavra resiliência! E a ideia chave sobre este assunto é que se não podemos escolher o que a vida oferece, devemos escolher como viver.

Isso quer dizer que não importa muito a quantidade e a qualidade das eventualidades que a vida nos traz. Importa mesmo é como nós a enfrentamos.

Você concorda com o autor?

Você encara seus problemas de frente?

As pessoas que encaram de frente seus problemas estão por aí, em todos os lugares. São as pessoas com elevada resiliência.

Mas a verdade é que a resiliência tem pouco a ver com a personalidade do indivíduo, é uma competência que pode ser desenvolvida em qualquer um de nós. E o melhor, não depende de inteligência, nível educacional, classe social, raça ou qualquer outro tipo de divisão. Ela definitivamente está ao alcance de todos e de quem quiser.

Todos os dias a vida nos oferece diversas possibilidades, positivas e negativas, e cada um reage a isso de uma forma única. Como, infelizmente, somos muito mais suscetíveis a perdas do que a ganhos, diversos estudos apontam que a resiliência é ativada muito mais nos aspectos negativos que positivos da vida.

Porém, não é só a forma como encara um problema que vai te dizer se você é resiliente ou não. A forma como você enfrenta seus conflitos também deve ser ser observada.

COMO VOCÊ ENFRENTA CONFLITOS?

De acordo com o autor do livro, os conflitos podem ser enfrentados de diversas formas e padrões:

  • Padrão vigilante: apresenta abrangente busca de informação, assimilação correta da nova informação e boa qualidade do processo decisório. Mas este perfil não é tão comum como se deseja.
  • Inércia complacente: este perfil sempre decide não agir por acreditar que a consequência do conflito não é grande.
  • Mudança relaxada: quem optar por iniciar a ação pela alternativa de menor risco ao perceber que agir é mais grave.
  • Abstenção defensiva: este perfil nega, protela ou se tenta passar o fardo adiante.
  • Hipervigilância: esta pessoa se sente pressionada pela urgência em agir e se torna emocionalmente excitado e mais vigilante do que nunca.

Ao identificar a forma como você encara seus problemas e a maneira como você enfrenta seus conflitos já é possível saber seu nível de resiliência. Mas como desenvolver essa competência e principalmente, como ser resiliente no trabalho e na vida pessoal?

Você está preparado para enfrentar os seus problemas e ser mais resiliente?

Como já dissemos anteriormente, a resiliência é um processo, uma aptidão que pode ser compreendida, praticada e, portanto, desenvolvida .

Ela agrega estratégias que podem ser aprendidas, dado o seu conteúdo cognitivo, e pode ser reforçada, conforme o conteúdo emocional envolvido.

Em tese, a conquista da maturidade tenderia a produzir elevação da resiliência, já que nela há componentes emocionais e cognitivos.

Isso provavelmente ocorre nos indivíduos que precocemente desenvolvem sua maturidade psíquica. Mas, reunindo maior maturidade com alterações para pior no estilo de vida causada pelo envelhecimento, o efeito resultante pode ser negativo.

Confira os comportamentos típicos de indivíduo que apresenta baixa resiliência:

  • É reativo, considera-se “azarado”, fica “chocando” e remoendo os azares;
  • Apresenta baixa autoestima, ou seja, é inseguro, vacila e demora a reagir;
  • Depende das iniciativas de outras pessoas, como figuras de autoridade;
  • Durante crises, têm emoções infladas e oscilantes, por vezes perdendo o controle;
  • Insiste teimosamente no curso de ação decidido, mesmo que ele se mostre ineficaz;
  • Tem a energia psíquica exaurida enquanto enfrenta uma situação ruim;
  • Não procura ajuda externa e perde a esperança;
  • Nunca volta ao “normal” ou leva uma década ou mais para isso;
  • Vive doenças crônicas, perde ambições e vontade de realizar.

E para medir o grau de resiliência de um indivíduo, a chamada Escala de Resiliência SABBAG, foi criada pelo autor deste livro sobre resiliência, contendo 40 questões, a maioria adaptada de escalas e da literatura existente sobre o assunto, formando um único conjunto.

Para reduzir o viés de desejabilidade social e de positividade de respostas, algumas questões negativas foram incluídas e um pré-teste para validação de conteúdos foi aplicado a 92 alunos de educação continuada da Fundação Getúlio Vargas em 2009.

Este teste é baseado em nove fatores, ou seja, a escala relaciona nove aspectos inerentes à resiliência: autoeficácia, solução de problemas, temperança, empatia, proatividade, competência social, tenacidade, otimismo e flexibilidade mental.

Com o resultado deste teste é possível descobrir quais destes pontos são mais fortes e quais são mais fracos em um profissional e trabalhá-los separadamente, com o objetivo de desenvolver não só a resiliência profissional, como também a resiliência emocional.

Conheça agora os detalhes deste nove fatores e saiba como ser resiliente no trabalho e na sua vida pessoal.

1 – AUTOEFICÁCIA

Crença na própria capacidade de organizar e executar ações requeridas para produzir resultados desejados. Associada à autoconfiança, transforma-se em “combustível” para a proatividade e a solução de problemas.

2 – SOLUÇÃO DE PROBLEMAS

Característica dos agentes de mudança, indivíduos equipados para diagnosticar problemas, planejar soluções e agir, sem perder o controle das emoções. Aliada à proatividade, tenacidade e flexibilidade social, mobiliza para a ação, contrapondo-se à postura de idealizar positivamente o futuro.

3 – TEMPERANÇA

Está associada ao controle da impulsividade. Significa maior capacidade de regular emoções com flexibilidade, mantendo a serenidade (ou a “frieza”) em situações difíceis ou de pressão.

4 – EMPATIA   

Habilidade básica e promotora tanto da competência social quanto da solução de problemas. Significa compreender o outro a partir do quadro de referência dele.

5 – PROATIVIDADE   

Está associada a desafios, a conviver com incertezas e ambiguidades. Refere-se à propensão a agir e à busca de soluções novas e criativas. Reativos tendem a esperar pelos impactos de adversidades, enquanto os proativos tomam iniciativas.

6 – COMPETÊNCIA SOCIAL  

O apoio externo diminui sintomas de estresse e reduz a vulnerabilidade de indivíduos submetidos a condições adversas. Considera-se não só a abertura a receber apoio de outros, mas a busca proativa e flexível de apoios, a chamada flexibilidade social.

7 – TENACIDADE   

Está relacionada positivamente ao enfrentamento ativo transformacional e negativamente ao enfrentamento regressivo, à negação.

8 – OTIMISMO  

O otimismo se alia à competência social e à proatividade, tendo por base a autoeficácia.

9 – FLEXIBILIDADE MENTAL   

Está relacionada a uma maior tolerância à ambiguidade e a uma maior criatividade. O pessimismo faz com que o indivíduo de baixa resiliência insista teimosamente em cursos de ação que não se mostram efetivos. Já o resiliente, em oposição, é flexível: pensa em opções, age e, se a ação não é efetiva, escolhe outra opção e persiste.

Agora que você já sabe quais as principais característica de uma pessoa resiliente, aprenda como desenvolver esta competência e como ser resiliente no trabalho e na sua vida pessoal.

Assista ao vídeo abaixo da coaching Adriana Cubas e aprenda mais detalhes sobre estes 9 fatores para ser resiliente:

4 Dicas de como ser resiliente no trabalho e na vida pessoal

1 – ACREDITE EM SEU POTENCIAL

Procure enxergar o lado bom da vida e ria dos próprios fracassos. Parece papo de autoajuda, mas é importantíssimo para seu nível de resiliência ter no otimismo uma filosofia de vida e estar sempre com a energia alta. Todos nós passamos por maus momentos e saber lidar com eles é o segredo para viver melhor.

OLHE PARA SI E ACREDITE EM SUA FORÇA DE DAR A VOLTA POR CIMA. SEU POTENCIAL PODE SER, E É, GIGANTESCO.

2 – RESILIÊNCIA, AUTOESTIMA E AUTOCONFIANÇA

A autoestima, comumente chamada de amor-próprio, significa aceitar e valorizar a si mesmo, de modo positivo e realista. Porque estimar refere-se a avaliar seu valor. Do mesmo modo que a autoeficácia, ambos podem ser situacionais ou podem tornar-se um padrão de pensamento e comportamento.

Educação severa demais, desprezo ou abandono danificam a autoestima e a autoeficácia de crianças. Em adultos, o perfeccionismo cria expectativas tão exageradas sobre si mesmo que rebaixam a autoestima. O mesmo ocorre quando o indivíduo é extremamente vulnerável a críticas, porque depende da aceitação dos outros.

Ou mesmo quando o indivíduo postula para si regras e obrigações inflexíveis. Pois são esses os dois pilares que vão regular a resiliência dos indivíduos. Sem autoestima e autoconfiança em dia, o nível de resiliência vai lá para baixo, pouco importando as escalas a serem medidas. Esses são os fatores cruciais a serem administrados e incentivados dentro de cada um de nós.

3 – APRIMORAMENTO CONTÍNUO

Sempre que nos deparamos com algo que precisa ser aprimorado em nós, buscamos remédios. Mas a resiliência é um fenômeno tão complexo e variado que não há remédio nem remediação que funcione. Cada um precisa tornar-se o cuidado de si mesmo, por meio de esforço paciente e amoroso, aceitando avanços e retrocessos, comemorando grandes e pequenas conquistas.

A resiliência como competência pode ser aprimorada, desde que com esforço disciplinado e sistemático. Isso não significa desprezar as medidas momentâneas, paliativas ou de curto prazo. Como há muitas emoções envolvidas ao se enfrentar adversidades e sucessos, essas ações trazem alívio imediato, portanto fortalecem o indivíduo, apesar de seu efeito transitório.

4 – FORTALEÇA COM SEU OTIMISMO

Conforme já dito anteriormente, o otimismo é um dos valores primordiais para fortalecer nossos índices de resiliência. Quem encara as dificuldades como um processo normal a ser superado tem maior facilidade para se levantar perante as quedas inerentes à nossa caminhada humana.

De nada adiantam a competência, proatividade e os outros valores de nossa escala de resiliência se não houver otimismo. Se as coisas não são enxergadas sob uma perspectiva positiva, tudo vai por água abaixo. Eis o primeiro passo: positividade.

Assista abaixo outro vídeo abaixo do canal da Paula Ghelli e aprenda 5 dicas para manter o otimismo no trabalho:

O QUE APRENDER COM AS CRIANÇAS?

Em geral, crianças apresentam elevada resiliência.

Quando curiosas e interessadas são muito ousadas, e quando sofrem por qualquer motivo, fácil e rapidamente dissipam as emoções negativas.

Crianças são otimistas natas, talvez por sua ingenuidade. E são tenazes: sua capacidade de adaptação a situações adversas é gigantesca.

Já a adolescência apresenta grande potencial de conflito, seja decorrente da consolidação da personalidade e identidade, seja pela dificuldade das relações sociais extrafamília, seja por exigência de desempenho escolar. Tudo gera acúmulo de estresse crônico nesta fase da vida.

Pesquisas e estudos mostram que uma maior resiliência torna essa fase da vida menos tumultuada e conflituosa. Na vida contemporânea, os adultos estão expostos a dezenas de problemas.

Na terceira idade, as imensas perdas podem rebaixar a resiliência. Ainda assim, em todas essas etapas há pessoas com elevada, moderada e reduzida resiliência.

O mais importante é saber que esta competência pode ser desenvolvida e ter consciência de que aprender como ser resiliente no trabalho e na sua vida pessoal pode impactar de forma muito positiva a forma como você encara seus problemas e a sua vida em geral.

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