milesgeniusbadgevideoexpertsunlimitedcreativeskillsformletsgoexperience

Carreira

Outschool: 19 habilidades que as universidades não nos ensinam

Atualizado em 28 de Maio, 2018

Outschool: 19 habilidades que as universidades não nos ensinam

Outschool: 19 habilidades que as universidades não nos ensinam

Após anos e anos de vida escolar e universitária, você vai se deparar com uma constatação frustrante: muitos reais e tempo investidos em sua educação que poderiam ser simplificados em tudo que você, de fato, precisa saber.

Antes de prosseguirmos, veja essas 11 constatações que me vieram a mente:

  1. As demandas do mercado não são mais as mesmas, a gente sabe.
  2. Não é o Estado que vai te preparar para o mercado de trabalho. Não seja ingênuo, ok?
  3. A escola e faculdade são exatamente da época da Revolução Industrial. Pense bem: será que se uma pessoa em 1770 entrasse na sala de aula de hoje, ela teria grandes surpresas? Provavelmente não..
  4. No Brasil, após o MEC autorizar uma instituição de ensino para criar turmas de um curso de graduação, e o curso for iniciado, a instituição deve pedir o reconhecimento dele no MEC. Nos cursos com duração de quatro anos, o pedido deve ser feito no segundo ano de funcionamento do curso, por exemplo. Neste tempo, você não pode mudar as disciplinas ofertadas no meio do caminho..
  5. A tecnologia mudou a forma como lidamos com as coisas.
  6. Será que a escola nos prepara mais para a indústria, com tudo cheio de regras, como nas fábricas?
  7. O mercado de trabalho cada vez mais se transforma aceleradamente.
  8. As instituições tradicionais já não nos preparam para a vida como deveriam.
  9. Imagine quantos sonhos perdidos, vidas desperdiçadas e profissionais que perderam chances únicas em suas carreiras, porque não aprenderam ou foram estimulados a aprender a aprender?
  10. Não entenderam que aprender constantemente é uma necessidade e não um “deixar pra depois”?
  11. Que perderam tempo aprendendo coisas que nunca aplicaram em suas vidas?

Se você concorda ou não, o fato é: durante algumas gerações tivemos uma visão distorcida de importantes pontos que, com uma nova visão, farão de você outra pessoa, de fato preparada para o mundo atual.

Há habilidades essenciais que, com o passar o tempo, e se você aprende na escola e durante a vida universitária, contribuem para que você se diferencie no mercado.

Quem está no topo da carreira ou possui totais condições de estar lá, sabe que aprender é um hábito diário.

Um pouco a cada dia, uma nova inspiração para buscar coisas novas, um caminho para estar à frente e entre os melhores e diferenciados profissionais.

É latente a necessidade de buscarmos fora das universidades habilidades essenciais para o nosso sucesso.

A AprendeAí acredita nisso com conteúdos e foco nas habilidades que irão ajuda-lo a chegar mais longe.

Neste post “Outschool”, nossos professores selecionaram quais as habilidades essenciais que você deve aprender (pra ontem) para se dar bem no mercado e que provavelmente você não vai aprender na universidade.

Mas espere aí!!!!

Você só pode continuar lendo se ao final você prometer que vai ativar uma fórmula simples:

Vontade + Atitude + Prática (elevada ao quadrado) = Ação!

Essa lógica simples é o que faz o profissional da atualidade se diferenciar de fato.

Então, vamos ver algumas:

Negociar

Nas estruturas tradicionais que a maioria dos cursos de graduação oferecem, há pouco espaço para que o aluno tenha voz e, consequentemente, aprenda a negociar.

No máximo, as discussões e os acordos são fechados dentro dos grupos de trabalho, com integrantes bem parecidos uns com os outros. Assim fica fácil negociar, não?

Pouco se aprende a vender ou comprar uma ideia. Com isso, é alto o risco de se chegar ingênuo no mercado.

Trabalhar em equipe

Até que era ou é divertido trabalhar em grupo na escola ou universidade.

Os amigos juntos, ideias parecidas, muita sintonia….Mas não se engane: os tradicionais trabalhos em grupos da faculdade quase não preparam ninguém para atuar em uma equipe. Motivo?

Quando organizam os grupos de trabalho, os alunos escolhem seus amigos, pessoas com quem se identificam e, no mínimo, a partir de pontos que os aproximam. Na vida profissional, a história é diferente.

É preciso saber lidar com pessoas diferentes de você, pois com exceção do próprio chefe, dificilmente a gente escolhe com quem vai trabalhar.

Mas veja isso sob outra ótica: para uma equipe dar certo no trabalho é essencial que seja composta por pessoas com perfis complementares e, portanto, diferentes.

Interpretar ideias dos outros

A intolerância é a marca dos tempos atuais. Poucos aceitam opiniões contrárias a suas, não aprenderam a compartilhar ideias.

Não aprendemos que bons argumentos e conhecimento do assunto são essenciais para interpretar, compartilhar uma ideia, convencer alguém.

Ou simplesmente não aprenderam a respeitar as ideias diferentes da sua.

Fazer networking

Seja por ficar centrado no próprio círculo de amigos e até por uma questão cultural, a faculdade raramente desmistifica a capacidade de fazer networking ou expandir sua rede de contatos profissionais.

Há ainda a vergonha de se aproximar dos outros com uma segunda intenção.

As universidades brasileiras criam, mas pouco, os meios para que esta visão seja mudada, diferente dos Estados Unidos, por exemplo, em todo e qualquer evento as pessoas são estimuladas a se apresentar e falar a sua história.

Falar em público, comunicação interpessoal

Nas apresentações de trabalho, geralmente, só fala quem já tem boas habilidades de comunicação. O mais analítico tende a não falar.

E, na carreira, apresentar-se em público é quase um requisito básico em todas as carreiras – mesmo que seja para uma plateia composta apenas por seus chefes.

Para uma habilidade tão essencial para o sucesso (tanto para amizades, quanto relacionamentos e na carreira), é impressionante o quanto tão pouca gente reconhece e tem conhecimento dessa habilidade. Aprender a falar em público é vital.

Ser interdisciplinar

Na faculdade, as disciplinas até podem ser apresentadas em dias ou semestres diferentes.

Mas, na rotina corporativa, o conhecimento adquirido de cada uma delas deve ser usado de forma integrada – algo que, infelizmente, o ensino tradicional ainda não sabe manejar.

As pessoas aprendem a resolver problemas de forma separada e, de repente, precisarão resolver todos estas questões em um problema só.

Liderar e gerir pessoas

Liderar pessoas demanda inteligência emocional, resiliência, capacidade para delegar e motivar pessoas.

Gestores de RH nos procuram dizendo: dificilmente conseguimos um profissional em início de carreira preparado para liderar pessoas.

As universidades até oferecem algumas oportunidades para quem quer desenvolver essa habilidade, antes mesmo de ingressar no mercado de trabalho, como nas empresas júnior, núcleos acadêmicos, outras iniciativas, mas a vontade dos estudantes é um obstáculo e as próprias iniciativas não oferecem muito estimulo.

Analisar ambientes

No mundo corporativo é preciso ser autêntico, mas também é essencial se adequar a cultura da empresa.

Na universidade, esta adequação raramente é uma exigência.

Se você era da turma da frente nunca foi obrigado a sentar com a turma de trás, nunca terá a chance de lidar com pessoas diferentes de você.

Liderar reuniões

Não somos treinados para encarar essa missão.

Cada vez mais, profissionais recém-formados são envolvidos em reuniões desde cedo e não são preparados para participar de uma reunião.

Neste momento, há várias habilidades em jogo: ler ambientes, interpretar pessoas, negociar, liderar, falar em público. Outra habilidade que me surpreendeu e que vi em diversas reuniões e virou até curso aqui na aprendeai, é saber se comunicar visualmente em reuniões.

E aí, tá preparado para encarar essa missão?

Gerir projetos

O Gerenciamento de Projetos está em tudo: na organização de um casamento, na estratégia de uma marca, nos processos de uma empresa global.

PMI, PMBOK, prazos, controle de situações, planilhas, reuniões intermináveis.. Um Gestor de Projetos para muitos é igual a um fiscal. Sempre surge no momento de controlar prazos e recursos, mas é muito mais que isso.

Se você acha que para gerir um projeto é preciso seguir à risca as normas tradicionais da Gestão de Projetos, também não ensinadas na escola ou universidade, é hora de rever seus conceitos.

Contratar

Contratar pessoas para trabalhar com você não é a mesma coisa que convidar um colega para fazer um trabalho.

E muita gente sem saber só descobre o tamanho deste desafio quando tem que recrutar pela primeira vez.

Muitos acham que as únicas pessoas boas são aquelas que são espelho deles próprios em vez de profissionais com características complementares aos deles.

Estabelecer metas

Quer saber como tirar ideias do papel e fazer as coisas acontecerem?

O ensino tradicional simplesmente não te prepara para isso. Tudo começa com o estabelecimento das metas.

Elas são importantes para nos mostrar – e lembrar – uma direção.

Precisam estar sempre alinhadas com o nosso propósito e objetivos de longo prazo.

Costumo dizer que uma pessoa sem metas é como um barco perdido no mar: está a deriva e não sabe para onde ir.

Acaba muitas vezes indo para o caminho errado, e o pior: sem nem se dar conta disso.

Ter metas claras nos mantém em movimento, nos guia durante o caminho e nos auxilia a tomar as melhores decisões para nós mesmos.

Ser produtivo

Entender a importância de ser produtivo para alcançar o que você quer é fundamental.

Não é ser workaholic, “nerd”.. não é isso!

É ter a consciência de que para você progredir, conquistar, realizar seus sonhos, é preciso saber produzir. As instituições tradicionais não nos ensinam.

Ter inteligência financeira

Existem algumas estatísticas incríveis – e assustadoras – sobre finanças pessoais.

No Brasil, o endividamento das famílias é de 46,3%, e está entre os maiores patamares da história. 55% dos usuários de cartão de créditos desconhecem juros cobrados. Aproximadamente 70% das pessoas que ganham na loteria vão a falência.

Apenas 1% dos brasileiros conseguem manter o padrão de vida após a aposentadoria. Precisa falar algo mais? Acho que não, né..

Erros: aprender com eles

Você já “sofreu” por ter errado? Se sentiu culpado, foi julgado? Não é obrigação nossa acertar sempre, sabia?.

É muito mais nobre você tentar, lutar para que tudo dê certo.

E se algo saiu do controle e culminou no erro, tente novamente. Não somos preparados para isso.

É preciso entender que uma das melhores formas de aprendizado que existe é o erro e essa cultura de erro construtivo e colaborativo precisa ser desenvolvida nas empresas.

Cometer novos erros e aprender com eles é uma habilidade essencial que qualquer pessoa de sucesso tem.

Todas as pessoas de sucesso também falharam.

Na escola aprendemos que só existe uma resposta certa para cada pergunta.

E o aluno que respondesse certo e mais rápido, ganhava pontos e boas notas.

Desenvolver autoconhecimento e inteligência emocional

Situações difíceis vem de pequenos problemas que não foram tratados, e se transformam em situações mais complexas, que sugam a nossa energia.

Dentre os diversos fatores que nos fazem vencer ou não estes obstáculos, temos o autoconhecimento e a inteligência emocional.

Um elevado nível de autoconhecimento envolve bastante reflexão e discussão de valores pessoais, enquanto inteligência emocional te permite a compreender melhor as próprias emoções e dos demais, promovendo o seu crescimento e do grupo.

Inteligência relacional

Qual o seu poder de influência?

Qual a sua capacidade de fazer com que as pessoas ao seu redor sonhem junto com você?

Todos têm objetivos, sonhos e vontades. É essencial hoje desenvolver a consciência de como nos relacionamos com as pessoas e com o mundo, inclusive, dentro do universo profissional.

A inteligência relacional é o primeiro passo para ir propagando pouco a pouco sua capacidade de lidar com o outro.

E as empresas vêem isso com bons olhos, sendo que as oportunidades de trabalho não só estão surgindo para pessoas com enormes capacidades técnicas em determinada área, mas baseadas na inteligência racional.

O mundo precisa de profissionais capazes de interagir com diversos cenários e mudanças rápidas.

Com isso, surge a necessidade de pessoas inteligentes emocionalmente para lidar bem com tudo isso.

Ser criativo

Todas nós nascemos criativos.

Mas como disse Ken Robinson, em uma das palestras do TED mais assistidas da história, o próprio sistema educacional tem ajudado a enfraquecer a capacidade inventiva com a qual todos nascemos.

Desde o Séc. XIX por conta da Revolução Industrial e da necessidade de capacitar pessoas com disciplinas úteis ao novo modelo de trabalho, altamente repetitivo e operacional, deixou a criatividade de lado, uma habilidade que pode ser aprendida e estimulada, por qualquer pessoa e de qualquer idade.

Ter pensamento crítico

Pensamento crítico é a habilidade de pensar claramente e racionalmente, entendendo a relação lógica entre as informações disponíveis.

Pessoas com pensamento crítico desenvolvido tem a capacidade de: entender e conectar ideias, determinar a importância e relevância de argumentos, reconhecer, construir e comunicar argumentos, identificar e reconhecer inconsistências lógicas, tomar decisões de forma mais assertiva.

Ter a capacidade de ir além e avaliar os prós e contras, as forças e fraquezas de qualquer situação ou argumento, é essencial para a tomada de decisão assertiva. Você aprendeu que isso é importante na escola?

Fernando Leroy
CEO da aprendeai.com

Se quiser contribuir no post, deixe seu comentário abaixo!