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Carreira

800 milhões até 2030? Fuja dessa estatística

Atualizado em 12 de junho, 2018

800 milhões até 2030? Fuja dessa estatística

800 milhões até 2030? Fuja dessa estatística

Um diploma de MBA sempre contou pontos decisivos. Melhor ainda se viesse com o brasão das escolas top 10 do ranking do Financial Times.

Harvard e Insead arrancavam suspiros dos recrutadores e chefias.

Estudantes não tinham dúvida alguma sobre o retorno sobre o investimento, de tempo e dinheiro, a curto, médio e longo prazos.

Conquistas escolares, portanto, exerciam efeito calmante na trajetória profissional, sustentavam cargos e mantinham a ordem e o progresso do lucrativo mercado de educação executiva.

Grosso modo, esse roteiro funcionou por décadas como “um super poder” para quem queria se dar bem na carreira. Agora, contudo, isso não vale mais.

Essa constatação da Revista Exame, recentemente, destacou também um dado assustador.

Em um momento de previsões nefastas sobre o futuro do trabalho e o progressivo desaparecimento dos empregos (800 milhões até 2030, segundo os cálculos da McKinsey) e de profissões tal qual as conhecemos hoje por conta do avanço da tecnologia, as garantias simplesmente a-ca-ba-ram.

Para escolas, estudantes e empresas.

A estrada deixou de ser linear e cedeu lugar ao sinuoso espectro das angústias.

O escritor Yuval Noah Harari, autor dos best-sellers Sapiens e Homo Deus, capturou esse novo estado de ânimo: “Nem todos vão conseguir se reinventar. Até 2050 veremos o surgimento de uma nova classe, a dos inúteis”, escreveu, em artigo publicado no The Guardian e lido por milhões de usuários únicos na internet.

Em um país como o Brasil, em que a taxa média de desemprego anual atingiu 12,7%, a maior da série histórica do IBGE, as apocalípticas palavras de Yuval atingem volume mais alto.

O fantasma não é só o desemprego – e sim a completa inutilidade.

E ronda cada escalão da vida corporativa. “O problema é que o modelo de educação tradicional foi construído segundo a lógica industrial.

E isso não funciona mais”, pondera Pascal Finette, chefe do programa de empreendedorismo e inovação aberta da Singularity University (SU) (leia entrevista exclusiva, mais adiante).

O dilema hoje ganha contornos mais dramáticos diante da transformação digital (que desfaz e refaz modelos de negócios) e do avanço da automação e da inteligência artificial (I.A.)

Há sempre um executivo para lembrar da fábula, não tão antiga assim, que o mundo corporativo ama proferir. “Um diretor perguntou ao CEO: por que investir todo nosso dinheiro nos funcionários, para eles crescerem, e deixarem a empresa? O CEO nem hesitou na resposta: mas, e se não investirmos, e eles ficarem?”.

O CEO e o diretor têm agora outras dúvidas: mesmo que decidam investir nos funcionários, o que a equipe precisa aprender? Quem fica precisará oferecer mais do que conhecimento técnico.

As empresas falam em transformação digital, um processo que impacta todas as áreas e pessoas. Questionam-se como conseguirão mudar a forma de pensar, quebrar paradigmas e estimular as pessoas a trabalharem menos em silos e mais de forma colaborativa.

Você é quem você escolhe

Para recrutadores e executivos ouvidos nesta matéria da Época Negócios, a chave é investir nas soft skills.

“Habilidades como resiliência, empatia, colaboração e comunicação são todas competências baseadas na inteligência emocional e que distinguem profissionais incríveis da média”, afirma Daniel Goleman, psicólogo expert no assunto e autor do best-seller Inteligência Emocional.

O termo “soft skills” são aquelas que lidam com a relação e interação com outros. Já o termo “hard skills” são habilidades técnicas que você pode aprender e são facilmente mensuráveis, como fluência em um idioma ou domínio de uma ferramenta.

E, antes de terminar, confira abaixo nesse infográfico um diagrama para você descobrir qual melhor caminho para continuar aprendendo sempre considerando tempo, dinheiro e modalidades de ensino.