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Apresentações

Guia da Oratória: Sacadas para perder o medo de falar em público

Atualizado em 6 de setembro, 2018

Guia da Oratória: Sacadas para perder o medo de falar em público

Guia da Oratória: Sacadas para perder o medo de falar em público

Deu branco? Olhou para o lado? E aquela pergunta que você nunca imaginou encarar? Essas e outras diversas situações nos rondam na hora de encarar o público, não é mesmo?

Então, saca só essas dicas do professor Rodrigo Moreira, do curso Speaker: Como falar bem em público, e nunca mais passe “aperto”.

1) Vale decorar ou não?

É importante saber o que pode ser decorado e o que você pode falar espontaneamente.

Segundo especialistas, repetir um mesmo texto aumenta as chances de esquecer. Pode soar algo “robotizado”.

Para auxiliar quando ficar complicado decorar ou memorizar algo, a dica é: organize o conteúdo por tópicos.

Utilize palavras-chave como “gatilhos” para você lembrar algo que precisa. E, por fim, fica tudo mais natural.

2) Que elegância, ein!

Postura tem muito a ver com confiança, elegância, coragem. Sim, a postura é uma poderosa ferramenta que pode te encorajar em uma apresentação.

O seu cérebro, percebendo a sua postura, passa a acreditar que você de fato está se sentindo confiante naquele momento e, com isso, transforma aquele nervosismo natural em um sentimento de autoconfiança!

É fundamental para transmitir o que chamamos aqui de “mensagem não verbal de autoconfiança”.

Amy Cuddy, autora do livro “O Poder da Presença”, e professora da Harvard Business School, explica que a nossa postura consegue modelar o nosso comportamento. “Ao expressarmos a nossa postura de uma maneira confiante, passamos a refletir a mesma mensagem também ao nosso cérebro”.

  • Coluna reta, tendo consciência da sua coluna vertebral;
  • Quadril encaixado, evitando ficar com as pernas em postura de informalidade;
  • Ombros, cotovelos e pescoço relaxados, afastando a tensão.

3) Muita calma nessa hora

“Vai dar branco”, “não vou saber responder alguma pergunta”, “vão reparar que estou nervoso”, “o que vão falar de mim”… Quando o nosso cérebro recebe essas mensagens, só reforça o sentimento de nervosismo, ansiedade e insegurança.

Isso quer dizer que o frio na barriga, a vermelhidão no rosto e a tremedeira nas mãos podem ser uma resposta do seu corpo aos pensamentos que você mesmo está transmitindo.

Por isso, antes de controlar os nervos, controle os seus pensamentos! Ao conectar-se com pensamentos positivos você aumenta a sua autoconfiança no momento de falar em público.

4) Que cara é essa?

Já ouviu falar em “poker face”? Ou seja, essa expressão pode enfraquecer a transmissão da verdadeira emoção do discurso ao seu público.

As expressões não verbais devem ser cuidadosamente pensadas e treinadas para que não passem uma mensagem duvidosa ao público, ou ainda pior, contrária aquilo que você deseja.

Caso contrário, e salvo raras exceções, pouca gente vai acreditar de fato em você e muito menos na mensagem que você desejava tanto passar.

5) Mexe, remexe…

Você é daqueles que não param no lugar durante a apresentação? Será que é positivo se mexer demais?

Imagine você na platéia: não seria incômodo mexer o pescoço de um lado para o outro, diversas vezes? Certamente sim.

Por isso, se você é daqueles que se mexem demais, tente conectar esses movimentos ao conteúdo da apresentação. Se mexer pode dar dinamismo ao discurso, mas na dose certa.

Isso vale também para gestos involuntários, como mexer em brinco, pulseira, celular. Na roupa, na gravata..no cabelo.

Uma dica para se perceber e mapear seus gestos involuntários é se gravar e depois assistir.

6) F-a-l-a-r  P-a-u-s-a-d-a-m-e-n-t-e

Ao fazer pequenas pausas (1 a 3 segundos) você ajuda o seu público a seguir de forma ordenada com a estrutura conteúdo da sua apresentação, acompanhando e absorvendo, em tempo real, cada ponto do que está sendo dito.

Quer um conteúdo memorável? Use e abuse das pausas!

7) Né…tipo assim..

Ah.. os vícios de linguagem…São verdadeiros vilões. E como é difícil se livrar deles, não é mesmo?

“Tipo assim”..Ops!! desculpe..Tá vendo, até nós aqui esquecemos já que somos viciados no “tipo assim”..

Bom, uma boa dica para se livrar é mais uma vez se gravar e assistir. Na sequência, tente repetir o assunto e pausando a fala para ir se acostumando e limpando do seu discurso esses vícios..né!?

8) Interação também ganha jogo

Aperte a mão de alguns, se apresente e agradeça as pessoas por virem. A familiaridade de rostos amigáveis, sorrisos e contato humano pode ter um efeito calmante.

Há algo sobre humanizar seu público que os torna menos intimidantes.

A menos que você esteja falando em uma audiência hostil, as chances são de que as pessoas estão ansiosas para ouvir o que você tem a dizer.

9) Era uma vez… 

“Era uma vez, em um mundo onde o bem triunfava sobre o mal… Onde era o melhor dos tempos e, no entanto, o pior dos tempos… Uma pessoa se levantou contra as probabilidades de mudar o mundo de maneiras que ninguém jamais poderia sonhar…”

Esse poderia ser facilmente um trecho de qualquer conto infantil, entretanto, pode também ser interpretado e visto em diversas situações do mundo dos negócios. Estamos falando do Storytelling.

Se você buscar uma tradução literal, vai encontrar definições como “narrativa” e “narração”.

E essa não deixa de ser uma definição justa. Narrar é comunicar, e comunicar é contar algo a alguém.

No caso do Storytelling, é se comunicar por meio de uma boa história, capaz de chamar a atenção e ser memorável.

Veja aqui mais estratégias para aplicar o Storytelling em sua apresentação.

10) Tá olhando pra onde?

O olhar para baixo ou para cima, pode transmitir uma mensagem de insegurança ou até mesmo fazer com que o seu público desconfie do que está sendo dito e perca o interesse.

Mas cuidado! Encarar é diferente de olhar. Fixar o olhar permanentemente em uma ou mais pessoas da sua plateia pode gerar um desconforto ainda mais durante a sua apresentação e não causar uma boa impressão.

A dica aqui é trazer leveza ao olhar, transitando em várias pessoas da plateia, alternando cada ponto, de forma natural e interativa.

Além de você tornar mais dinâmica essa variação de atenção, auxiliando até na movimentação no palco, você poderá observar com mais atenção como a plateia está reagindo a sua apresentação, podendo, inclusive, adaptar o andamento do tema.

11) Slides demais, vale?

Slides demais podem cansar a plateia e logo irão perceber que podem servir de “muleta” durante a apresentação.

Dominar o conteúdo é mais importante, muito mais natural.

Uma estratégia é em um único slide reunir tópicos, palavras-chave, que podem servir de gatilho para sua apresentação.

Explore recursos como vídeos, imagens ou até mesmo áudios.

Explorar esses elementos na sua apresentação gera um maior interesse e dinamismo na plateia.

12) Cri..cri..cri…

E aquela situação, às vezes até constrangedora: você pergunta para a plateia e ninguém responde…

A dica é: identifique possíveis perguntas que o público poderia fazer em relação ao seu tema.

Com isso, você já vai preparado sobre o tópico abordado e demonstrará uma postura de segurança e propriedade do conteúdo à plateia.

Isso vale também para aquelas perguntas que você não saiba responder e teria que “enrolar” ou “chutar” uma resposta.