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Carreira

“E o salário ó”! Como negociar um aumento?

Atualizado em 11 de dezembro, 2018

“E o salário ó”! Como negociar um aumento?

“E o salário ó”! Como negociar um aumento?

Época de desemprego alto, muitos desesperados por um trabalho e a lei do “melhor ter um na mão do que dois voando” é a bola da vez. Nesse momento, advinha: o melhor mesmo é “agarrar” a oportunidade que surge.

Agora imagine você, que pediu tanto para o seu anjo da guarda lhe presentear com uma oportunidade, eis que ela surge, mas o salário ó:

Mas claro que você que não se contentou com “isso” e logo pensou: vou negociar um salário melhor. : )

Será mesmo que nessa época de crise, com milhões de desempregados, e você agora que conseguiu pelo menos garantir aquela graninha para pagar as dívidas e o “rolê” do fim de semana, acha que vai conseguir um “acréscimo” na proposta salarial?

Confira 12 dicas do professor do Breno Paquelet, especialista em negociação pela Harvard Business School e professor do nosso curso Negocie sem Medo, para essa situação:

  1. Com o alto índice de desempregados, há muitos profissionais capacitados disponíveis, e que aceitariam receber salários menores para retornar ao mercado de trabalho. Consequentemente, de maneira geral, o poder está ao lado das empresas,
  2. Mas existe uma dificuldade das empresas em ‘garimpar’ os melhores talentos para aquela vaga que abriu,
  3. A partir do momento em que um profissional é selecionado, os poderes para a negociação do salário se equilibram,
  4. Sendo assim, é possível negociar, caso o trabalhador entenda que valha a pena assumir o risco de não aceitar a proposta de imediato para conquistar a vaga,
  5. Antes de chegar à entrevista de emprego, por exemplo, com a intenção de negociar o salário, é essencial preparar uma lista com tudo o que for mais interessante naquela vaga para você: qualidade de vida, o pacote de remuneração, a possibilidade de crescimento na carreira, a estabilidade e a flexibilidade. Assim, é possível ter maior nitidez sobre seus interesses  e mais fácil de estruturar o raciocínio nessa hora,
  6. Frases triviais podem atrapalhar: “estou louco para voltar ao mercado”, “faria o que fosse preciso” ou “era mal remunerado na minha posição anterior” podem enfraquecer a negociação, pois pode dar ideia de aceitar qualquer proposta,
  7. Pergunta sobre negociação salarial não deve ser feita por e-mail: muitas empresas convidam, por e-mail, o profissional a agendar uma entrevista, pois é preciso analisar o currículo e a atuação na entrevista,
  8. Não entre na discussão salarial no início da entrevista de emprego: o recrutador precisa avaliar a combinação de currículo e desempenho na entrevista,
  9. É inteligente dizer qual é o salário do emprego atual? Durante a conversa, acontecerá uma etapa chamada de “ancoragem”, que servirá como referência de valor utilizada ao longo de toda a negociação. Ou seja, quem faz a primeira proposta consegue afetar a percepção dos envolvidos sobre o valor a ser combinado. Partindo dessa premissa, caso o candidato fale o salário atual, ele passa a ser a “âncora”. Agora, se a empresa disser primeiro, é o valor entregue por ela que assumirá esse papel,
  10. Existem casos em que o recrutador pergunta isso de maneira direta. Nessa ocasião, o candidato pode minimizar o efeito dessa “âncora” dizendo que esse valor tão baixo é o motivo de querer deixar o emprego atual, ou que procura outra posição por considerar que poderia ter um salto relevante no salário,
  11. Negociar salário pode prejudicar o candidato a uma vaga? Desde que ele a conduza de forma respeitosa, embasada em dados, e não “um leilão”,
  12. Cuidado com a incoerência: um dos erros mais comuns é o candidato parecer eufórico demais durante toda a entrevista, animado em relação a tudo o que o entrevistador está dizendo e, no final, já tentar falar sobre a remuneração. Essa postura prejudica muito na hora da negociação, porque o recrutador sabe que o profissional aceitará o emprego de qualquer forma.

Com isso, o ideal é apresentar uma postura equilibrada, mostrando interesse em trabalhar na empresa ao mesmo tempo em que não existe uma situação de “desespero” para agarrar a oportunidade a qualquer custo.